Pode ser que no meio de tudo isso, eu silencie. Caminho na estrada, me perco. Despenco. Aos trancos, assim mesmo. Eu gosto do que encontro nesse meio, todas as delícias que experimento mesmo sem querer, todas as cores que me acompanham até quando quero tudo em branco e preto. Vou junto com as coisas, com o vento que sempre decora meu nome, com os passos, descompassados ou não. Ando fuçando distâncias, discrepâncias tão sutis, sem deixar doer. Não há motivos pra doer. Tô falando de sentimentos inexistentes de um jeito muito lento, que é pra não precisar repetir. Escuto os devaneios fugirem daqui de dentro, logo eles, tão meus. É o tempo todo, todo o tempo.