E então você me sorri, me aperta contra teu peito, abre os braços e me abençoa; passa a mão no meu rosto marcado, nos meus cabelos errados, deixa a minha cabeça confusa um pouco menos intensa. E então eu deito no teu ombro, acalmo meu pulso, mergulho no cheiro do teu perfume, não defino mais nada, nem mãos, nem dedos, nem lábios. Você me beija, urgente, ao mesmo tempo sem pressa, e eu acho que nada vai fazer o tempo passar. Na verdade, não queria que passasse. Mas você me aperta de novo, me aquieta, e diz no meu ouvido que tá tudo bem, tudo bem, tudo bem. Vem.