Senta aqui, de novo. Deixa eu te mostrar o desespero que carrego nos olhos, o tremor das minhas coxas e a incerteza que tenho no peito. Eu vou fazer outro café, forte, só pra contrastar com os meus amores vãos e superficiais. Senta aqui, veja alguma pureza no meu sorriso, o azedume das minhas manhãs, o doce do meu amargo. Continuo sem conseguir encaixar meus poréns, absurdamente perdida dentro de vírgulas e nunca pontos finais. Vou te contar o quanto desejei descer do trem, deixar de sentir o vento no rosto, e beber qualquer beleza sortida, sentida. É uma coisa de pele. Eu não quero te oferecer só meu café, então, senta aqui.