A cerveja no chão, a calcinha no chão, a blusa fazendo companhia. Luz apagada? Não. Fiz das palavras, promessas. Guardei o sorriso para outra hora porque a alegria estava nos olhos. O cheiro de sabonete, as mãos quentes, a língua quebrando o silêncio da alma. Eu queria ter algo nas mãos, pensei. Você, talvez. Gemido. Solitários são os corações, nós não. Saio e permaneço, todo o tempo. Pausa para tomar ar. As portas de ontem e anteontem ainda estão abertas, baby. Seja agora, depois e antes. Um esboço de sorriso foge do canto do lábio, você ganhou, enfim. Esses clichês nunca atingem a estranheza dos corpos, tão um. Vou, não volto. Disfarço você com banho. Esfrego cada parte tocada, como pra aliviar a dor do peito. Em vão, já devia saber.