É como pimenta. Você me arde, me dói em lugares que eu nem imaginei sentir dor, e depois vai embora. Experimento outros braços, tão vazios quanto meu peito. Lembro de você todas as vezes em que tento guardar alguma lembrança que faça valer a pena meu sangue quente. Nesse momento, quero te sufocar. Noutro, sou sua. No minuto do sussurro "eu gosto de você, menina.". Saio cantarolando Chico, desejando que você passe o braço pelo meu ombro e me leve pra perto. Frágil. E nessa troca de suores, começo de novo.