Depois de tanto tempo, meus dedos voltaram a concordar as frases. Devem ter espiado o desespero dos olhos, sacanas. Aliás, só há desespero. As ausências tiram a minha paz. Longe eu via seus passos, pesados e vagarosos, tentando discernir qual dos pés é o primeiro a se acabar no abismo das minhas palavras. Sou rude, já sabemos. Experimenta esse meu café amargurado, frio. Sentados no chão da sala vazia tentando encontrar no outro qualquer olhar perdido que diga: fique. Como chegamos até aqui? Compreende meu ódio em ser o que você quer e assim não querer ser? Enquanto você cantarola baixo ah, se já perdemos a noção da hora, se juntos já jogamos tudo fora, me conta agora como hei de partir...Eu digo não.