Essa vontade incontrolável de roubar intimidade e jogar tudo no ralo, como quem não quer mais brincar. Deixa esse cinza pra depois, aproveita o vermelho. Atravessa a avenida sem me dar os braços, deixa esses laços pra amanhã. Perdi alguns olhares nos arranhões das tuas costas e desejei repetir, sem dó, todas as mentiras que contei pra tê-lo. Mas a alma me escorre, e eu perco quem eu nunca quis.