Me vem lenta, fria, como quem quer ocupar um espaço maior do que já destinado. Vem sem avisar, quando vejo já veio, e então meus olhos já estão brilhando. Tento conter, tento fechar os olhos e fazer com que não fique tão evidente, mas meu peito grita, e mesmo sem saber por quê, o deixo gritar. Deixo essas cenas do meu filme em preto e branco soltas por aí, tentando justificar o nó na garganta que insiste em ficar, sem sarar, sem cicatrizar. Eu sei, vai passar.