Mesmo se as lágrimas cairem assim, com tanta necessidade e urgência, eu prefiro acreditar no que venho acreditando faz um tempo. Mesmo se quando eu lembrar daquela frase, eu sinta uma velha saudade e um aperto no peito, eu prefiro negar. Mesmo se a cada passo em uma linha eu lembre da sua resistência, eu prefiro deixar passar. Mesmo se nos dias frios eu sentir falta de um abraço apertado, prefiro esquecer do frio. Mesmo que eu passe todos os dias por onde já passamos, e eu sinta vontade de gritar, prefiro deixar esse nó na garganta guardado, que eu não sei se é o grito ou a vontade de chorar. Mesmo quando eu me sentir fraca e insegura, mesmo quando eu sentir vontade de te trazer de volta, eu prefiro fingir que não sei o que sinto. Na verdade eu não sei mesmo, minhas vontades mudam a cada sensação. Nesse misto de vontade e aversão, eu passo os meus dias.