Pensamentos perdidos que insistem em vagar entre meus olhos. Nego, e mesmo que eu não queira confessar, é notável minha dificuldade em tentar esconder algo deles, embora tenha tentado a todo tempo. Sentimentalismo barato, desses que eu tenho em doses homeopáticas, intercaladas com meu orgulho e mal humor. Ausência de algo que eu esqueço de lembrar, mas que quando lembro, lateja, dói como nunca. Na verdade, faz tanto tempo que eu nem quero mais lembrar, mas lembro. Já gritei toda a possível dor, a possível indiferença e toda a possível alegria. Todos souberam, eu sei. Expulsei os demônios do peito sem arrependimento. Eu continuo indo embora de todos os lugares, de todas as pessoas, de todas as possibilidades de entendimento. E mesmo que eu vá, nunca saio do lugar.