Eu vou te deixar no meio da estrada. E nem tive tempo de deixar você descobrir meus segredos, pra compreeender todas as vezes em que fugi e voltei, como quem implora por proteção e calor. Entenda: não é tempo. Quando volto, ofegante, me pega nos braços e diz verdades amargas nos meus ouvidos fracos. Te digo doces mentiras e você beija a minha mão. Não consigo me somar com a sua fragilidade. E nesse não-pedir-mais-nada, deixo o vento carregar minhas frases feitas, imundas, destinadas aos seus olhos. Minha tristeza é consumada, rapaz.