Te aperto na esperança de desfazer meus nós, deixando escorrer desejos que eu não queria confessar -nos seus ouvidos- tão cedo. Entre corpos e amassos, qualquer quase-sentimento. Talvez solidão. Eu nunca sei o que fazer quando tenho corações nas mãos. Ora esmago, ora guardo. Olha pro céu, repara comigo o azul, e diz se não é idêntico aos seus olhos tempestuosos. Mergulhei, e mesmo se não forem parecidos, já me perdi. Repara enquanto a vontade de ficar é maior que a vontade de chover. Daqui a pouco o céu te leva pra outros braços pra experimentar outros sabores não tão amargos quanto o meu.