Não senta, eu não quero fazer mais café. Não quero te contar meus segredos e desejos, muito menos meus medos. Não senta, não me convém te ter ao meu lado. Deixa o café pra depois, talvez eu coloque na xícara qualquer b(p)orra amarga. Não tente tocar nas minhas mãos, escondi toda a delicadeza atrás dos olhos, fechados pra você. Carreguei nossa cumplicidade, nossa afinidade descontrolada, nossos sorrisos por nada, oscilei, escorreu. Mas olha, não senta, há tempos o café esfriou.