Esses sentimentalismos nunca couberam no meu parênteses. Aqueles abismos que você viu nos meu olhos, voltaram. Aquela certeza morreu na contramão, e não. Guardei o desespero na minha mania de mordiscar os lábios quando fico nervosa, você nem deve saber. Ainda lembro das nuvens naquele dia, juro ter visto um coração quebrado. Eu não ligo pra corações, mas adoro as razões. Razões pelas quais ainda quero que os seus olhos mudem de cor, ou talvez aquelas que me fazem crer que eles possam mudar, um dia. Perceba a ansiedade nas minhas entrelinhas, bem como percebe o que há entre as minhas coxas.