Em todo o resto do tempo, não nos pertencemos. Vai ver, não nos temos nem quando as suas mãos tocam as minhas, ou quando ouço todas as coisas que você diz baixo, quase calado, no meu ouvido. Apago os seus dias da memória, bem como o cigarro que acabei de fumar, tentando fazer com que as borboletas inexistentes do meu estômago fiquem, lentamente, quietas. Lentamente que é pra prolongar a sensação de perder pra razão, por alguns instantes. E depois de beijos lascivos e intermináveis, de beber toda a promiscuidade, e de você me doer nas veias; eu te faço um café. Forte e amargo, só pra ver se a sua (com)paixão adocica. Mas, não me faça subir as escadas...posso deixar cair tudo o que deveria te entregar.