E depois, sempre volto pra casa tentando achar todas as respostas do mundo, clareando as noites, sentindo temores e dores e amores por quem troquei olhares no meio da rua que não me lembro qual é. Talvez pela vontade de dar a mim mesma alguns momentos de ternura e arrepios e capacidades, as quais não me lembro quais são, e colocar algum brilho em qualquer coisa que eu faça. Mesmo sabendo que já vou partir, segundos que passam sem mim, fora de mim, por mim, e só depois, por todos. Sentir o desespero de gostar e ser gostado de tantos, deixando transparecer toda a urgência em ser, e ter, e sentir. Era possível durar, escapar, ser, florescer, ter, e sacanear e tudo. Era possível lembrar dos olhos, da rua, dos lábios, mas se apegar é frescura.