Anda comigo na chuva, sem se importar se é cedo ou tarde, que se as gotas forem frias, não sentimos mais. Alcança minha mão, faz do meu peito teu abrigo, dos meus olhos, teus, do meu riso tua força. Deixa molhar, me faz cantar. Deixa que o tempo espera, mesmo com todos os braços sedentos por um empurrão, o pior deles, deixa que o resto é platéia. Até as nuvens serão a favor, vem, junta teus dedos aos meus, teus passos aos meus, assim, compassado, combinado. Vem que eu já imagino há tanto tempo, já criei cenas tão perfeitas que me recuso a crer que são irreais. Anda, eu já não me importo se é cedo ou tarde, eu já considerei.