Não espero que alguém me responda, nem que o meu nome ecoe em algum canto escondido. Não espero alguma resposta, alguma pergunta sequer, que tire de mim minha espera. Não espero alguém pra me ajudar a desfazer as malas, muito menos pra tirar o peso de tantos enganos que fui acumulando. Não espero um grito, um sussurro ao longe, me fazendo crer que ainda há esperança. Não espero contar meus segredos, nem meus medos, nem meus pesadelos. Não espero que todas as frases doloridas que já ouvi voltem a fazer parte da minha carne. Não espero escutar o que eu sempre quis ouvir, nem os motivos pelos quais desisti. Não espero rever minha confusão, muito menos meu abismo, todas as noites. Não espero pensamentos perdidos, que na verdade, eu quis encontrar. Não espero eternidades vazias, mentiras tão doces e amáveis quanto meus sorrisos. O que eu espero? Nada.